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Pároco Frei Alfredo Francisco de Souza, SIA.


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sábado, 6 de fevereiro de 2016

PESCAR É PRECISO

(Liturgia do Quinto Domingo do Tempo Comum)
Como a um compromisso ao qual não se pode faltar, hoje nos encontramos nas margens de um lago. Lembro que já estivemos nas margens do Rio Jordão, para sermos imersos com Jesus no batismo, para experimentar o que significa ser envolvidos pela água da Sua Graça.
Mas neste domingo, a “água”- graça se expande, dando aos olhos e ao coração um dos mais belos sentimentos que é contemplar um lago.
O lago, de fato, por maior que seja se assemelha a nós. Quero dizer, é limitado como nós. Não é como o mar, um oceano cujos limites são desconhecidos, provocando sempre em nós certo temor diante do infinito. É um lago, sinalizando o nosso limite.
Contudo, aquele lago de Genesaré torna-se um ponto de partida para todos. Até mesmo Jesus, deixando a montanha, lugar de encontro com Deus, desce ao nível do lago, isto é, ao nível da nossa humanidade limitada.
Desce hoje, neste Quinto Domingo do Tempo Comum, rodeado por uma grande multidão para encontrar-se conosco.
Aquele lago era tudo para os pescadores. Significava o tempo, que era na maioria das vezes nele vivido, dele vinha o seu cansaço, mas também a sua alegria, suas esperanças, e também, não raro, redes vazias, oração, silêncio... diante do que ‘negava” aos pescadores.
A barca de Simão, juntamente com a de Zebedeu, já é em si, a imagem de nossas vidas, que se desequilibram entre as águas, nem sempre tranqüilas, deste mundo. 
É nessa nossa “normalidade” cotidiana que Jesus chega. É preciso pressupor que os primeiros discípulos já eram conhecidos por Jesus e que, na verdade, o chamado que fez a cada um deles não foi de improviso. Dois deles, André e João, já eram discípulos do Batista, como nos refere o quarto Evangelho. Depois, como também nos conta São Lucas no capítulo 4, eles O tinham escutado na sinagoga, no sábado, O tinham visto operar milagres. Simão O tinha acolhido na sua própria casa, dando-Lhe hospitalidade como se fosse da própria família.
Na normalidade daquele lugar, onde tudo era muito comum, Jesus já havia alterado os hábitos dos primeiros discípulos. Mas ninguém poderia, ainda que por um momento, distraí-los ou tirá-los da sua vida real, isto é, da pesca que era o seu meio de vida. Ali, se não houvesse o que pescar, não seria possível sobreviver.
Na barca da nossa vida, Jesus sai para anunciar a Palavra. A barca de Simão, e também a nossa vida torna-se, portanto, um “púlpito” todo particular, no qual a Palavra de Deus ressoa forte porque está encarnada em Jesus de Nazaré, que está ali em pessoa.
A Palavra “sacode” o nosso cotidiano ainda hoje, fazendo com que “barcas” e “redes vazias”, fiquem plenas da Sua Graça.
Nós também temos experiência de noites infrutíferas, noites “em que nada pescamos”. Pode também acontecer conosco de termos que "recolher os restos" dos nossos dias cheios de compromissos, porém, vazios no seu mais profundo interior. Pode acontecer também conosco ter que “lavar as nossas redes”, sinal dos nossos esforços e das nossas lutas, muitas vezes, em vão, pensando: “hoje o lago não está pra peixe”, e concluir então que é inútil voltar a pescar! A vida do ser humano sempre foi e é assim, como o lago. Se a água e o tempo são generosos, é possível trabalhar bem, mas se o lago se mostra “avarento”, se há uma crise, surgem, então, os dias difíceis.
Jesus parece não compreender esse cansaço dos discípulos, assim como também os nossos desânimos diante das frustrações nas lutas e “pescarias” da nossa vida. Ele, carpinteiro de profissão, nos pede para ir adiante, para lançar as redes para águas mais profundas!
Neste domingo, novamente, iniciando mais uma semana, somos convidados a colocar-nos em movimento, mesmo se já estávamos prontos a largar “as redes”, a abandonar a luta, a voltar pra casa de mãos vazias.
Simão parece aceitar o desafio, mas assim como nós, talvez tivesse pensado: “Só tu, Jesus, pareces não compreender o nosso cansaço. Parece, no mínimo, estranho que Ele, que não lida com pesca, com redes e com peixes, porque entende mais de carpintaria, nos peça para ir para águas mais profundas e lançar as redes...
Se dermos atenção à Sua Palavra, eis o mérito de Pedro, bastará uma palavra, depois Ele fará o resto, isto é, aquilo que não depende de nós! Contudo, o que depende de nós, cabe à nós realizar! O resultado é a quantidade enorme de peixes, as redes quase rompidas, a ajuda dos companheiros! A nossa vida, que experimenta tantas vezes o vazio, estará, então, repleta d’Ele.
No Evangelho de hoje (Lc 5,1-11) Lucas, diferente dos outros sinóticos, coloca a sua atenção na pessoa de Pedro. É ele o protagonista que, diante do milagre, se sente indigno de estar próximo de Jesus. De fato, a presença de Jesus foi como uma luz que permitiu a Pedro confessar, com humildade, a sua condição de criatura humana, pecadora, de pessoa necessitada de salvação, limitada, como o lago.
Como escreve Santa Terezinha: “Talvez, se tivesse apanhado algum peixinho Jesus não tivesse feito o milagre; mas não havia nada, assim, Jesus encheu rapidamente a sua rede, de modo que ela quase rompeu.
Eis, portanto, o estilo de Jesus. É capaz de dar a abundância de Deus, mas espera um coração humilde, disposto a atender e obedecer a Sua Palavra!”Com isso, concluímos que Pedro está na rede de Cristo. Isto é, a verdadeira pesca foi realizada por Jesus.
 A nós resta confiar abandonando tudo para abandonar-nos no Tudo! Neste ponto Jesus dá a promessa: Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens!” Eis aqui uma palavra plena do sentido do que Ele mesmo acabava de realizar!
O sentido mais próximo da frase no texto original grego, quanto à promessa de Jesus a Pedro é: “de hoje em diante irás "pescar" homens para que se mantenham vivos.
Na verdade, a expressão aqui quer ser sinal de uma confiança de Jesus em Pedro, paradoxalmente maior do que a confiança que Pedro havia tido em Jesus, momentos antes.
Simão, e nós juntamente com ele, não está à altura deste chamado, provavelmente nem compreende o que significa, mas confia na Palavra. Sabe obedecer, ainda que entenda mais de pesca do que o Mestre, ainda que tivesse todos os argumentos para não obedecê-Lo e voltar para casa sem ter lançado, mais uma vez, as redes. Com os outros, está pronto a deixar tudo para seguí-Lo.
O “tudo” de Pedro não é nada diante do “Tudo” de Cristo. Pedro, como muitos outros antes dele, até mesmo Maria, acolhe o “não temas” e está pronto para ir, para caminhar, confiante.  Ainda não sabe o que lhe espera! Não sabe que vai haver uma outra noite mal sucedida e infrutuosa onde vai se encontrar de mãos vazias, enquanto Jesus, renovará o Seu amor e o Seu perdão, apenas com um olhar.
Não sabe que essa disponibilidade irá levá-lo a avançar para um caminho até conduzir a barca da Igreja em Roma, dando a vida no martírio.
Um dia, chamado a partilhar o destino de Jesus com o mesmo suplício da cruz, compreenderá completamente que avançar para águas mais profundas significa “mergulhar” no Amor de Cristo. Significa, como Igreja, lançar a rede aos homens à mercê do mundo, entre as ondas desorientadas deste nosso tempo e dar esperança aos caídos, acolhimento ao pecador, resgatando a dignidade de quem é marginalizado e excluído, conduzindo-o de novo à única água capaz de dar a vida.
Quanto a nós, significa compreender e assumir hoje a necessidade de testemunhar Cristo morto e ressuscitado, como os apóstolos, como Paulo na segunda leitura (1Cor 15,3-8.11), como Inácio de Antioquia em nossa vida de cada dia, mesmo em meio a lagos “mesquinhos” dispostos a nada oferecer, em meio às redes vazias. Sempre suplicando, como a Igreja sugere a todos, através de Isaías, na primeira leitura (Is 6,1-8): “Eis-me aqui, Senhor, envia-me”!
(Frei Alfredo Francisco de Souza, SIA, Missionário Inaciano – www.facebook.com/www.inacianos.org.br)

sábado, 30 de janeiro de 2016

PROFECIA OU MILAGRES?


Liturgia do Quarto Domingo do Tempo Comum

Deus é um artista. Na verdade é o artista por excelência! Os artistas, como sabemos, são um pouco diferentes da maioria das pessoas. Têm mais imaginação e criatividade do que o normal.
Imaginemos, então, Deus como a imaginação e a criatividade em Pessoa! Quando lemos a Sua Palavra percebemos que é o amor que move a Sua arte. E o amor de Deus é imenso para cada pessoa!
A liturgia deste Quarto Domingo do Tempo Comum nos apresenta a figura do Profeta como o protótipo do homem de fé. Na primeira leitura, que nos fala de criação através das palavras: “te conheci, te consagrei, te formei”, como expressões do coração de Deus que, consciente da Sua presença e força na vida dos seus, deixa claro que Sua obra, a sua “arte” não é destinada ao fracasso. Pelo contrário, Ele tem a certeza que das Suas mãos sairá uma verdadeira e maravilhosa “obra de arte”.
Os verbos usados na arte da criação exprimem o cuidado, a ternura e o amor de um Deus que deseja tanto a comunhão com a obra das Suas mãos que, na Sua imensa grandeza, tem a arte de se fazer pequeno e frágil, ao assumir a natureza humana.
A missão do profeta é, portanto, viver esta comunhão com o “Artista” que o formou, para ir, ser sinal de esperança e de salvação “entre os seus”, mas especialmente, para mostrar, com a sua atitude de vida, a fé no Deus que o chamou e lhe deu a incumbência de falar em Seu nome.
Mas é preciso cingir a cintura, ou seja, remover qualquer impedimento ao caminho e à missão, como Ele nos fala na primeira leitura (Jr 1,4-5.17-19), e proclamar sem medo, sabendo que Deus, Ele mesmo o acompanha e faz "uma coluna de ferro, um muro de bronze”, sinais da fortaleza construída para vencer uma guerra.
A guerra da qual se fala nesse contexto é uma guerra antiga, iniciada desde o princípio. Trata-se da guerra contra as trevas, do bem contra o mal, da vida contra a morte, sobretudo porque é sabido que a treva ainda hoje se rebela contra a luz, assim como a morte e o mal contra a vida e o bem! Mas o profeta é aquele que “saiu da luz”, aliás, ele mesmo em comunhão com o Deus da luz, é luz.
A Palavra de Deus proclamada no Evangelho (Lc 4,21-30) nos leva para a sinagoga de Nazaré, exatamente no ponto onde São Lucas nos deixou no Evangelho do domingo passado. Jesus está entre as pessoas que O conheciam desde a infância. Ali tinha dito uma palavra forte, retomada no texto do Evangelho deste domingo: "Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”.  
Vamos tentar “entrar” nos pensamentos daquelas pessoas que O escutavam na sinagoga. Imaginemos se isso tivesse acontecido na nossa vizinhança ou no nosso círculo de convivência. De repente, uma pessoa comum, uma pessoa “qualquer” se torna um personagem “famoso”.
Jesus, de fato, naquele contexto era uma pessoa “qualquer”. Entre os poucos habitantes de Nazaré, cidade “sem importância” sob vários aspectos, não havia nenhuma celebridade.
Ele era simplesmente o filho José, o carpinteiro. É exatamente isso que é belíssimo! Deus se fez homem e levou a vida de um homem comum durante trinta anos. Sim, porque sabemos que Jesus não andava pelas ruas de Nazaré, aliás, por nenhum outro lugar, alardeando: “Eu sou o Filho de Deus”, até que um dia partiu para o Rio Jordão.
Depois de iniciar a Sua vida pública, havia começado a fazer coisas das quais a notícia se difundia rapidamente, inclusive na sua própria cidade, entre a sua própria gente, desde palavras e expressões de forte impacto, ousadas e profundas, como também milagres nunca vistos antes, como água que se transformava em vinho.
A reação não poderia ser outra a não ser o espanto crescente. O retorno a Nazaré, portanto, é a manchete daquele sábado. Todo mundo está curioso para vê-Lo. Olhos e ouvidos voltados para Ele. Do sentimento de espanto dos seus conterrâneos, emerge o que é inerente a todos os homens: o "direito de família", de ser concidadão, de pertencer a alguma referência.
Diante da “fama” vem a vontade de dizer que Ele é “dos nossos” e, por isso, nós também vamos tirar algum proveito disso porque, se Ele é, de fato, o homem dos milagres, nós devemos ser os primeiros a receber os benefícios!
Jesus, porém, os desmascara com a Palavra de Deus, chamando-os para a verdade! Aliás, Ele arruína as nossas ilusões egoístas, a nossa maneira de mascarar, como também as nossas mentiras!
Jesus, como verdadeiro Profeta deixa bem claro que, se alguém quiser encontrar a Deus, deve primeiramente tirar da cabeça a ideia de um Deus “faz tudo”, “concerta tudo”, pronto para cada necessidade que me apareça nesta vida, inclusive em detrimento dos outros; um Deus ao meu inteiro dispor.
Pelo contrário, somos chamados a abrir-nos à novidade de um Deus que quer salvar não apenas Israel, os meus amigos, a minha família, o meu grupo, a minha paróquia, mas quer salvar a humanidade inteira!
Nós também, assim como os nazarenos de então, queremos ter em Jesus, um taumaturgo à nossa disposição, pronto para aliviar cada dor, seqüestrando assim a Graça e mantendo-a no cativeiro das nossas necessidades e, às vezes, até de nossos caprichos. Queremos que os projetos de Deus se adéqüem aos nossos porque, na verdade, preferimos os milagres à Sua Palavra! O Evangelho, graças a Deus, não segue as lógicas humanas. Aliás, difere muito delas. É por isso que, geralmente, para o mundo o Evangelho não passa de uma utopia irrealizável, irreal, impraticável, com reivindicações e pretensões ilógicas, e até mesmo que a cruz e o amor são excessivos!
Diante dessa ideia equivocada da Palavra de Deus, fica evidente o conflito entre as leis “de Nazaré” e as leis do Céu!
O Profeta descrito nas páginas das leituras de hoje faz ecoar uma voz que abre brechas nas paredes de qualquer sistema, repetindo incansavelmente "não se acomodem! O homem não vive só de pão: a viúva, o órfão e o leproso são teus irmãos! A tua pátria é o céu! Seja perfeito como o Pai”etc.
É triste ver como o Profeta Jesus foi rejeitado em Nazaré. Mas não é menos triste perceber que também hoje é rejeitado em muitas igrejas, sejam elas quais forem. Isso acontece quando pretendemos que Deus faça as coisas que queremos e não somos capazes de abrir-nos à Sua vontade, que tem um horizonte muito mais amplo e bonito que o nosso.
O caminho do profeta já está traçado: é a cruz! “Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o Seu caminho”!  Eis um grande sinal antecipado do que acontecerá na ressurreição, quando nem mesmo a morte O vencerá!
Ele continua a passar pelo meio de nós, porque cada caminho e estrada do mundo é a Galileia, assim como continua a repetir as Suas palavras para que esta geração não seja acusada de ter lançado os seus profetas no precipício, e de ter desperdiçado os seus milagres.
Ali, justamente naquela terra tinha acontecido o maior e mais esperado de todos os milagres: o nascimento do Redentor! Mas não bastava! Que outro prodígio poderia ter sido maior? É claro que quem vê apenas o exterior, não conseguiria compreender.
A decepção deles é grande. Com isso, passam da inveja ao propósito de matá-Lo, procurando eliminar aquele que nos chama ao amor, mas que acaba sendo um incômodo desconforto que agora querem lançar precipício abaixo.
Jesus não resiste a quem não quer acolhê-Lo e, “passando pelo meio deles, continunou o seu caminho”. Eles queriam um sinal exterior, não a sua própria conversão, por isso, indignados, “ficaram furiosos... levantaram-se e O expulsaram da cidade”. Se tivessem boa vontade, teriam preferido e pedido que Jesus ficasse em Nazaré, para o próprio bem deles, como havia acontecido nas outras cidades e estradas da Palestina, e em todos os lugares que precisavam d’Ele.
É bom lembrar que foi sempre a disposição interior e a abertura de coração que abriram caminho aos maiores e mais inesperados milagres.
Como os habitantes de Nazaré, nós também corremos o risco de nos tornarmos uma geração que “desperdiça” os seus profetas, bem como tantas profecias que o Espírito Santo suscitou tanto dentro como da Igreja.
A Igreja também, de fato, às vezes parece ter herdado o trágico destino de não compreender os seus profetas. Sobretudo quando prefere os milagres à Palavra de Deus tirando, assim, o espaço e a relevância que ela tem, e até mesmo julgando inconvenientes alguns dos seus profetas. Qualquer igreja que aja assim, mais cedo ou mais tarde perceberá que está “vazia” de Jesus, como a sinagoga de Nazaré ficou sem a Sua presença, quando dela se retirou. Poderá até estar repleta de gente, mas sem a Sua presença!
Como disse o Papa Bento XVI em certa ocasião, “a Igreja não se faz a si mesma e não vive de si mesma, mas da Palavra que vem da boca de Deus”. Por isso, “quem se põe na escuta da Palavra de Deus pode e deve depois falar e transmiti-la aos outros, principalmente àqueles que nunca a ouviram, ou que a esqueceram enterrada debaixo dos espinhos das preocupações e dos enganos deste mundo” (Mt 13,22).
Com razão, o papa se perguntava se “nós cristãos não nos tornamos, talvez, mudos; se não nos falta a coragem de falar e de testemunhar...”?.
A receita para o sucesso da missão profética nos é dada por São Paulo, num texto que está entre os mais belos e conhecidos do Novo Testamento. O hino ao amor.
Ele nos alerta para o perigo de podermos fazer todas as coisas deste mundo, inclusive ter a plenitude da ciência, possuir as riquezas, conquistar uma grande fé, e não ter o amor. Sem o amor não seremos e não teremos nada!
Experimentemos fazer o exercício com a carta do Apóstolo na segunda leitura (1Cor 12,31-13,13). Vamos substituir a palavra “caridade” pelo nosso próprio nome, perguntando: Eu sou paciente? Eu sou benigno (a)?  Eu sou invejoso (a)? Eu sou soberbo (a)? Eu sou inconveniente? Eu sou interesseiro (a)? ... e assim por diante.
Com certeza descobriremos que estamos longe de corresponder às exigências deste amor.
Mas nós também hoje, nas estradas da nossa própria “Nazaré”, isto é, da trama da nossa vida, do nosso dia a dia, podemos descobrir que também somos chamados a ser profetas, fazendo ecoar a voz de Deus através da nossa própria voz.

O Espírito, então, descerá sobre nós, em nosso dia a dia e então fará da nossa casa o Seu templo; estará em todos os lugares onde a vida celebra a sua liturgia simples e perene, revelando aos pequenos os segredos do Reino. (Frei Alfredo Francisco de Souza, SIA – Missionário Inaciano –)