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Pároco Frei Alfredo Francisco de Souza, SIA.


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segunda-feira, 28 de maio de 2012

BISPO DOM CAETANO FERRARI RECEBE TÍTULO DE CIDADÃO BAURUENSE

REPRESENTANTES DA PARÓQUIA SANTA LUZIA E DO CONVENTO SANTO INÁCIO MÁRTIR ESTIVERAM PRESENTES NA CÂMARA MUNICIPAL DE BAURU, EM 25/05, SOLENIDADE EM QUE O BISPO DOM LUIZ CAETANO FERRARI RECEBEU O TITULO DE "CIDADÃO BAURUENSE" ATRAVÉS DO DECRETO DE AUTORIA DO VEREADOR FABIANO MARIANO.

PARABÉNS AO NOSSO BISPO PELO TÍTULO E AO VEREADOR FABIANO MARIANO PELA INCIATIVA.














sábado, 26 de maio de 2012

O ESPÍRITO SANTO: ÁGUA PARA A SEDE - CONCRETIZAÇÃO DAS POTENCIALIDADES HUMANAS


(Liturgia do Domingo da Solenidade de Pentecostes)
Por muitos séculos, no Ocidente, o tempo é medido tendo o nascimento de Cristo como o ano zero. Na verdade, a Encarnação de Jesus é um evento sem precedentes, que mudou para sempre o curso da história. Um evento impensável se não tivesse sido anunciado nas Sagradas Escrituras.
Jesus veio revelar-nos a face de Seu Pai. Revelou a identidade de Deus, mas nos revelou também a identidade do verdadeiro homem-mulher criado à imagem e semelhança de Deus.  Sua missão é salvar-nos dos pecados e “resgatar” a criação e proclamar e estabelecer o Reino de Deus, que tem por lei suprema o mandamento do amor.
Mas há outro evento, de igual importância, que talvez não tenha recebido da humanidade a ênfase que mereceria receber. Refiro-me à vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes. A Solenidade que estamos celebrando neste domingo, ao encerrar, na liturgia, o tempo pascal.
Fico impressionado sempre que me ponho a pensar na vida dos apóstolos! É outra coisa, após a descida do Espírito Santo. Um vento forte entrou no recinto onde eles estavam e apareceram, sobre suas cabeças, línguas de fogo. Foi assim que os discípulos receberam o Espírito Santo, o amor de Deus derramado como um fogo! Foi então que de homens fracos, os apóstolos se tornaram "muito fortes". De homens medrosos, tornaram-se homens corajosos.  Eram homens ignorantes, e passaram a ser sábios. Não são mais agora homens de disputas e rivalidades, mas homens da unidade. Eram homens frágeis, mas agora são homens capazes de tudo, até mesmo de realizar, milagres e de enfrentar o martírio, em nome do Senhor.
É em Pentecostes, com a vinda do Espírito Santo, que o projeto de Deus alcança a sua perfeição, a sua linha de chegada! A consequência é que o fruto do Espírito somos nós, os cristãos, que podemos, com a força do Espírito, nos tornar como Jesus. O que aconteceu com os discípulos no dia de Pentecostes, deve acontecer conosco!
Assim aconteceu ao longo dos séculos com todos os homens e mulheres que mostraram ser "Templo do Espírito Santo" em seus próprios corpos. O Paráclito os inseriu na vida divina e no amor que vai além da natureza humana e para além da morte. Graças ao Pentecostes vivemos, portanto, este nosso tempo, que não teria sido o mesmo se não tivesse vindo o Espírito Santo. Não haveria nenhum cristianismo.  Não teríamos um amor filial à Maria. A África não teria visto um Agostinho. Não teríamos conhecido um Inácio de Antioquia. A Índia não teria nos dado uma Tereza de Calcutá, nem a Europa, um São Bento, ou uma Santa Luzia.  A América Latina não conheceria Juan Diego e o nosso Brasil, não teria uma Irmã Dulce, Chico Mendes e para ser mais atual, Irmã Dorothy Stang. No mundo inteiro não haveria tantos homens e mulheres dessa categoria! Esses heróis e heroínas não existiriam e nós, continuaríamos a ser escravos da lei, apenas talvez, com uma percepção ou intuição superficial de Deus, com uma sede mais frustrante, à mercê de nossos instintos e humores.
É por isso que não seria um absurdo, pelo menos para os homens e mulheres de fé e no sentido da fé, dividir a história em antes e depois da vinda do Espírito Santo. Na verdade, esta maneira de dividir o tempo seria, talvez, mais compreensível, haja vista que a mudança definitiva do ser humano se deu com a descida do Paráclito. Antes da vinda do Espírito, na verdade, o homem tinha, no máximo, apenas uma intuição de Deus, e assim permanecia mesmo diante do Filho Jesus quando falava, operava milagres e morria por amor às criaturas. Uma intuição companheira da dúvida, mesmo entre os profetas, do “calibre” de Moisés ou João Batista.
A importância da vinda do Espírito é tanta que, durante a última Ceia, faz com que Jesus afirme: "É bom para vós que eu vá. Se eu não for, o Defensor não virá a vós. Mas, se eu for, eu O enviarei a vós”! (Jo 16,7). Fez também com que dissesse no diálogo com a Samaritana à beira do poço: “Se conhecêsseis o dom de Deus e quem é aquele que te diz: dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva” (Jo 4,10ss).
O Espírito Santo, que procede de Deus Pai e é enviado pelo Filho é, portanto, a água viva para a nossa necessidade de viver. Porque todos nós temos sede de vida, sede de amor e de felicidade. Todos nós temos sede de verdade, sede de Justiça e de paz. Todos temos sede! A "sede" é nossa necessidade de criaturas, e manifesta nosso ser "finito". O Espírito Santo, como água é o dom do Pai Criador às Suas criaturas, para satisfazer as nossas necessidades sobrenaturais, isto é, "infinita", para que satisfaça o nosso desejo e necessidade de ser cada vez mais imagem e semelhança de Deus, em Cristo Jesus.
A Trindade não se limita ao tempo através do qual somente podemos ver a intervenção do Pai, do Filho e do Espírito Santo em três momentos diferentes. Na verdade, o amor de Deus é realizado em um único momento e opera numa única substância. É através do Espírito Santo que nós também podemos entrar nesse mistério Trinitário. É pelo Espírito que seremos capazes de viver já e hoje a eternidade, transpassados pelo amor de Deus e nos tornarmos uma nova humanidade, de acordo com o sonho de Deus.
Não seria demais afirmar que aqueles que se colocam sob a força animadora do Espírito Santo e vivem sob a Sua unção, fazem qualquer coisa com um "espírito", no mínimo, diferente. Para estes os sofrimentos do momento presente são incomparáveis em relação à glória prometida e esperada! Conseguem amar até mesmo os inimigos e viver na alegria. Com a efusão do Espírito Santo a Páscoa é perfeita! Aquilo que, até então, existia em potência, se exprime concretizando-se plenamente! A partir do Pentecostes o conceito ou a palavra "impossível" não existe mais, nem mesmo no vocabulário humano. (Frei Alfredo Francisco de Souza, SIA – Superior dos Missionários Inacianos – formador@inacianos.org.br – Website: www.inacianos.org.br).

quinta-feira, 24 de maio de 2012

CELEBRAÇÃO DA PALAVRA

CELEBRAÇÃO DA PALAVRA - MÊS DEDICADO À VIRGEM MARIA MÃE DE JESUS







Momento da consagração à Nossa Senhora Divina Pastora
Momento da consagração à Nossa Senhora Divina Pastora

Momento da consagração à Nossa Senhora Divina Pastora

Nossa Senhora Divina Pastora

segunda-feira, 21 de maio de 2012

EXPOSIÇÃO DE NOSSA SENHORA

A EXPOSIÇÃO DE NOSSA SENHORA NA PARÓQUIA DE SANTA LUZIA CONTINUA ATÉ 03 DE JUNHO DE 2012


A doadora Joana Darc fala da alegria em doar a imagem.


Clarice comenta que a sua imagem preferida é a Nossa Senhora da Africa e que todos os dias, em oração, pede pelas crianças que sofrem no país



COROAÇÃO DE NOSSA SENHORA APARECIDA NA COMUNIDADE






 

O ÍCONE DO JUBILEU DE OURO DA DIOCESE DE BAURU


Em comemoração ao JUBILEU DE OURO da Diocese do Divino Espírito Santo de Bauru, que acontecerá em 2014, o SÍMBOLO PEREGRINO esteve na comunidade da Paróquia Santa Luzia de Bauru.  Com uma breve explicação sobre o significado do Ícone, houve a sua entronização e toda comunidade, no momento das preces, rezou a “Oração Jubilar” motivada pelo Pároco Frei Alfredo Francisco de Souza. O ícone visitará todas as paróquias conforme programação oficial da Diocese de Bauru.
Significado do Ícone:
O triângulo é o símbolo da Santíssima Trindade.
O Círculo é a imagem da perfeição e simboliza Amor que há entre o Pai e o Filho.
O Lírio significa a entrega confiante à vontade de Deus, e as estrelas são as portadoras da luz.
A cor marrom lembra a terra, o ser humano. A púrpura recorda o sagrado, isto é, Deus.
A moldura do Ícone tem o formato de uma casa e significa o templo do Espírito Santo, que somos cada um de nós. A porta faz alusão aos desafios. O desafio é grande, mas não estamos sozinhos. O Espírito Santo nos conduz.








sexta-feira, 18 de maio de 2012

ASCENSÃO DO SENHOR: DESTINO ESCATOLÓGICO DOS QUE CREEM!

                                    (Liturgia da Solenidade da Ascensão do Senhor)

A solenidade da Ascensão do Senhor é, sem dúvida, uma celebração toda especial, à qual devemos dar especial atenção. Principalmente porque é a festa do nosso “destino”, como também porque é nela que está o sentido da escatologia cristã. 
Porém, mais do que deter-se nesse sentido, a liturgia deste domingo e especialmente o Evangelho, se atém às condições apresentadas pelo Senhor, a fim de que essa possibilidade futura se concretize: "IDE por todo o mundo e pregai Evangelho a toda criatura".
A necessidade de partilha e comunhão se manifesta também no último anúncio direto de Jesus aos apóstolos. Cada criatura é convidada a participar, como na parábola do banquete de casamento.  É como se o Senhor dissesse: “Vão e não retenham egoisticamente para vocês o dom da vida eterna”.
O convite não conhece limites! Ide a todo o mundo, até os confins mais extremos da Terra. Isto é, para além do limite pensável pelo ser humano. Aliás, é este o sentido do amor de Deus. Para o Seu amor não pode existir barreiras, ainda que seja uma tentação humana impor-lhe.  Trata-se de um amor que se espalha livremente e sem limites, pois a medida do Seu amor é não haver medida!
"Quem crer e for batizado será salvo, quem não crer será condenado”, anuncia Jesus no Evangelho. Eis aqui a condição para a salvação. Salvação que não pode nascer de restrições ou de mal-entendidos, mas que nasce das boas e puras intenções: quem crer, isto é, quem aderir à salvação voluntariamente, quem responder com generosa prontidão será salvo. É um consentimento interior que depois se manifesta nas formas do amor cristão e que será o distintivo primeiro dos que creem. E é através deste que será medida a nossa fé!
“Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes...” Esta expressão da fé é acompanhada por sinais verdadeiros feitos “em meu nome”. Não se trata de “milagrismos mirabolantes, muito menos de milagreiros, muito menos de espetáculos realizados com a bíblia na mão! Trata-se, pelo contrário, de uma sintonia entre Cristo e os seus discípulos que deverão torná-Lo presente e evidente no mundo, como disse o Apóstolo Paulo, “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo quem vive em mim”. Na verdade é o que o Evangelho confirma: “Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte”. O Senhor os ajudava e confirmava Sua Palavra por meio dos sinais que a acompanhavam”.
A Ascensão do Senhor, enfim, confirma as Escrituras tornando vivo o passado, abrindo uma janela para o nosso futuro, mas também confirmando e validando a Igreja no presente, que vive e é acompanhada por Cristo, o seu Redentor.
Essa relação entre passado, presente e futuro é testemunhada pela própria Igreja nascente. A primeira leitura, dos Atos dos Apóstolos faz-nos uma intimação que brota, justamente, dela: “... Por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus que vos foi levado para o céu, virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu”!  Mas, quando? Na verdade o próprio Jesus havia avisado anteriormente: "O Pai, na Sua autoridade estabeleceu tempos e momentos que não cabe a vós conhecer”.  E quanto a nós? O que fazer diante disso? A nós cabe dar testemunho da nossa fé, num mundo que o reclama a todo o momento!
            A integridade da nossa fé se mede pelo amor com que vivemos entre nós, realizado na unidade da Igreja. Na segunda leitura de São Paulo aos Efésios (4,1-13 – para o Ano B), o apóstolo nos faz o convite: “Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da Paz” e, para tanto é necessário agirmos com “Com toda a humildade e a mansidão, suportando-vos uns aos outros com paciência, no amor”.
            Agir assim, certamente, não é tarefa fácil, seja para a vida comunitária, conjugal ou familiar. Mas torna-se possível na medida em que vivemos a partir do Senhor Ressuscitado que, como nos lembra ainda Paulo, é o projeto para a nossa “estatura” a ser alcançada: “homem perfeito em plenitude”. Ele que subindo aos céus capacitou os seus para edificar o corpo de Cristo, isto é, a Igreja, porque mesmo tendo sido elevado no mais alto da glória do céu, continua junto e perto de cada um de nós, apontando-nos o destino traçado para os que creem. (Frei Alfredo Francisco de Souza, SIA – Superior dos Missionários Inacianos – formador@inacianos.org.br – Website: www.inacianos.org.br).